Viva a Primavera!

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A natureza desabrocha em amor, em flor… é a Primavera chegando!

Primavera

Primavera Tim Maia

Quando o inverno chegar

Eu quero estar junto a ti

Pode o outono voltar

Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)

Te amo (é primavera)

Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)

Trago esta rosa (para te dar)

Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor…

Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

As árvores simbolizam a primavera, espetáculo de luz, cores e muita beleza. Mas e a eco- inconsciência”?!

ARVORE

Edgard Rocha Filho
     
São Paulo, setembro de 1.999 –
SETEMBRO é o mês em que se comemora a chegada da PRIMAVERA. E é o mês das ÁRVORES, sendo o seu dia o 22 de setembro. A ÁRVORE merece festa, apoio, carinho, tratamento como se dá a uma mãe. Pelos filhos bem-aventurados, é claro…

Porque nem todos podem ser considerados assim. Existe o que denominamos de uma “inconsciência ecológica” em muitas pessoas. O que muita gente faz é comportamento de ser não pensante, de inconsciência no pior sentido… Aquela eco/alienação maldosa, cruel, de querer destruir tudo o que está à sua volta, de deixar apenas a areia, o cimento, o concreto. E pior é que isso não acontece com os incultos, com os sem diploma, com os sem instrução. Nada disso. Acontece também com os letrados, com os doutores, com os donos do poder econômico. Diríamos que essa inconsciência é bem rasteira, do tipo que derruba árvores porque as folhas podem sujar a piscina, quando no verão… Ou porque as árvores derrubam folhas muito pequenininhas, “difíceis de limpar”… Ou porque atrapalham a entrada do carro na garagem… Argumentos que as secretarias estaduais e municipais, órgãos ambientais, enfim, estão acostumados a ouvir, no quotidiano de todos os dias. Mas há aqueles que as defendem, que brigam se houver maus tratos!… Que fique testemunhada a revolta da população com os serviços prestados pelas concessionárias de energia elétrica, que a pretexto de “liberação da fiação”, acabam destruindo o pouco que resta da arborização urbana nas cidades. 

E não adianta argumentos técnico-científicos, no sentido de esclarecer que a árvore é absolutamente indispensável ao equilíbrio da vida natural do planeta, dos ecossistemas, enfim imprescindível para a nossa sobrevivência. É incrível como esses argumentos entram nos ouvidos de muitos como se fosse sermão de padre ou de pastor, conselho de pais, entra por um ouvido sai por outro, não penetra no raciocínio, na reflexão, na maturidade dessas pessoas, não as acordam para a necessidade de preservação… 

Mas vamos sempre repetir, sempre falar, sempre gritar… É preciso que assim seja ou não teremos resultados com a urgência que o mundo necessita. Vamos lembrar, caros leitores e aprender sempre e reaprendendo quantas vezes necessário for: o homem, como as plantas e os animais, é um ser vivo e a vida tem sua base em determinada reação química – a fotossíntese – somente processada em organismos vegetais. Assim, toda a energia que anima o vôo das aves, o nadar dos peixes, a veloz corrida dos herbívoros, o salto mortífero dos carnívoros, as contrações da mão humana e as pulsações do cérebro, repousam na energia solar, captada pelas plantas verdes, seja nas atuais, seja no acervo do passado conservado sob a forma de energia fóssil do carvão e do petróleo. 

As árvores são plantas lenhosas, mais altas que os arbustos, com caules lineares e verticais que se desenvolvem para formar troncos, que passam a sustentar galhos e folhas, que formam as copas. Podem viver até centenas de anos. Nas florestas, as árvores exercem importante papel. São responsáveis pela sobrevivência de ecossistemas complexos, realizam a fotossíntese e transformam o gás carbônico em oxigênio, fatores imprescindíveis à vida. 

E nas cidades, o que fazem as árvores? Elas purificam o ar pela fixação em suas folhas da poeira que a chuva conduz para o solo; proporcionam sombra e conforto térmico; reduzem a velocidade do vento; conservam a umidade do solo e do ar e influem no balanço hídrico, favorecendo a infiltração da água no solo; amortecem os ruídos; abrigam e alimentam a fauna, equilibrando cadeias alimentares e diminuindo pragas; embelezam a paisagem. 

Árvores integrantes de culturas e de povos distantes foram incorporadas aos costumes e às paisagens do Brasil. Espécies frutíferas e ornamentais de diversas origens encontram-se em pomares, na arborização urbana, nos parques e nos jardins, como a mangueira, a jaca, várias figueiras da Índia – entre elas a falsa-seringueira -, o flamboyant de Madagascar, e os eucaliptos e pinus cultivados em áreas de reflorestamento homogêneo para fim industrial. 

A árvore é um dos mais fortes símbolos das diversas culturas da humanidade, ela representa a vida em constante evolução, a ascensão ao Paraíso, a união dos elementos, a ligação entre os três níveis do COSMO (-subsolo/subterrâneo/inferno-,- solo/superfície/Terra -, – atmosfera/céu/Paraíso) e o eixo do mundo, em torno do qual o Universo está organizado. 

ÁRVORE-MÃE

A imagem da Árvore-Mãe, freqüente em inúmeras culturas, tem significado duplo. Em primeiro nível simboliza a Mãe Terra, princípio feminino que alimenta a vida; em nível mais profundo, representa a energia vital e invisível que repousa no seio da Terra e é fecundada pela energia masculina do vento, da chuva e do Sol. Na pré-história as árvores eram adoradas como divindades e algumas vezes consideradas a personificação de poderes naturais malignos como os trovões, os raios e as tempestades. 

Se apaziguadas pela adoração, as árvores divinas garantiriam fertilidade aos homens e aos animais, abundância nas colheitas, sucesso no comércio e nas guerras. 

Com o crescimento do Cristianismo, os ritos de adoração diminuíram. As árvores passaram a ser utilizadas como um suprimento na alimentação, como combustível, na construção de cidades e de embarcações, na fabricação de implementos agrícolas, e matéria-prima para suprir as necessidades diárias. 

A partir do início deste século, algumas espécies de árvores começaram a desaparecer. Apesar da existência de leis de proteção ambiental, ainda não foi possível impedir a redução das espécies florestais no mundo inteiro. Hoje sabemos o quanto é necessário preservar os ecossistemas naturais e começar a recuperar os já desfeitos. Mas ainda não podemos nos alegrar: a luta para manter o equilíbrio ambiental é incessante. 

O que a árvore faz à mãe-natureza, a sua importância no equilíbrio da vida e do planeta ainda não está na consciência de todos os cidadãos. Infelizmente. É preciso que essa consciência seja adquirida sem o sacrifício de enfrentarmos num futuro próximo a completa desertificação do mundo. Mas é preciso que façamos todos os dias um pouco. E que fiquemos ao lado dela (a árvore) e lutemos por sua preservação, de todas as formas possíveis. E que façamos nascer novas árvores, ajudando-as a crescer. Com isso estamos fazendo um grande auxílio ao mundo, a nós mesmos e às futuras gerações. Façamos festas à Primavera e meditemos firmemente que a ÁRVORE é essencial à vida e que é dela que os seres que habitam a Terra tiram o alimento, a morada, as substâncias químicas, a proteção dos mananciais, a preservação do solo e a sombra. 

ÁRVORE DA VIDA

 

Vivia no Jardim do Éden, tinha por seiva o orvalho celeste e simbolizava a harmonia perfeita. Trazia em seus galhos doze frutos como representação das recompensas do desenvolvimento espiritual, entre as quais a sabedoria, o amor, a verdade e a beleza. Defendidos com cuidado, esses frutos eram as manifestações do Sol e conferiam imortalidade àqueles que os consumissem.

ÁRVORE-PAI
 
Potente símbolo da fecundidade, essa árvore representa a energia masculina que impregna e vivifica a Terra, submetida ao ciclo eterno da morte e do renascimento. Algumas vezes chamada de Homem-Verde, esta figura é relativamente freqüente nas culturas ocidentais, onde assume múltiplas aparências, como Pan, o deus grego. 

ÁRVORE DO CONHECIMENTO

No Jardim do Éden a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal era um símbolo da dualidade. Depois de sucumbir à tentação de comer o fruto da árvore, Adão e Eva foram rechaçados por Deus e expulsos do Paraíso. A serpente, enrolada ao redor do seu tronco, e que representa a Tentação, também é um símbolo muito antigo da energia vital.

(Edgard Rocha Filho é advogado e ambientalista).

 

Sejamos bem vindos à estação das Flores! Acredite no equilíbrio que vem da Natureza! www.floraisdasgerais.com

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